11 junho 2015

A paixão é assim...


Em 2014 eu me apaixonei quatro vezes. Todas com a mesma intensidade, por rapazes de diferentes culturas. Sofria igualmente em cada ciclo que se encerrava. Virei meu coração ao avesso —, fui muito negligente com meus sentimentos; com meus princípios; com minha vida. Vivi experiências incríveis e frustrantes em curto espaço de tempo.

Era como se o mundo fosse acabar. Não queria perder nenhum segundo. Não me preocupei em construir laços afetivos ou relacionamentos duradouros; Porém, queria a eternidade daquelas emoções, mesmo sabendo que iria sentir dor. Mas sempre estava pronta para outra — essa é vantagem de ser livre.

O fato é que a felicidade vem em pequenas doses. Tomei algumas com gelo, outras flambadas e muitas no gargalo. A boca da noite falava mais alto do que minha voz interior: — Hora de descansar! Minha sorte é ter muita energia. Às vezes, tenho que perder um parafuso para me aquietar. Minhas crises existenciais minimizam essa vontade de abraçar o mundo e viver o ineditismo o tempo todo.

Irei publicar os detalhes sórdidos dessas paixões no livro ‘Histórias Sem Finais’, que estou escrevendo com muito cuidado e dedicação. Eu vivo me apaixonando...

A paixão é assim: você ouve mais o coração do que a voz da experiência; explora outras formas de arrepios; ausenta-se da realidade. Ora é uma massagem emocional, que relaxa; ora é uma lavagem cerebral, que apaga a sanidade. Agora, quando há encaixe... você simplesmente se perde sem querer se encontrar.

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