12 abril 2011

(DES)ARMAMENTO

O Caso Realengo está desencadeando uma nova campanha pelo desarmamento, o debate está aberto e chegando ao seu apogeu. É importante lembrar que já foi feito um Referendo em 2005 no qual se perguntou: O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil? Com 100% das urnas apuradas totalizando 323.368, mais da metade da população brasileira, 63,94% disse “SIM” para o homicídio, o suicídio e o massacre!Não acredito na tese do “porte de arma para defesa pessoal”, como foi pregado na campanha do “NÃO”. Não reagir é a melhor atitude para preservar a vida. As armas devem ser restritamente de uso profissional. A campanha foi mal conduzida, a pergunta foi mal formulada, perceba que o resultado se refere ao “NÃO” para a proibição. Será que as pessoas queriam dizer “NÃO" para a venda de armas achando que estavam dizendo "SIM" para proibição?


Eu não estou contra campanha, acho razoável, mas desta vez tem que conduzida com um viés de conscientização e não com um “novo referendo”. Porém se assim for, acho que será apenas para gastar dinheiro público – que pode ser muito bem direcionado para políticas de segurança como o combate à entrada ilegal de armas pelas fronteiras, ampliação do quadro da polícia com o intuito de eliminar policiais corruptos que vendem armas para bandidos e para pessoas “comuns” que com certeza não vão usar para caçar na mata.

Paralelo ao debate, o governo está arquitetando comprar "CAÇAS" para futuras guerras do Brasil X [...], ao invés de duvidarem da nossa inteligência. Os Ministérios da Saúde, Educação e Segurança devem se alinhar e fazer  planejamento voltado para "saúde mental" dentro das escolas de ensino básico e fundamental, implementar atividades complementares que estanque o tédio e a fadiga, além de analisar e tomar atitudes plausíveis em relação ao “bullying”. A violência está banalizada e se tornou um câncer social que vai destruindo famílias. Enquanto os administradores públicos ficam admirando seus umbigos, deveriam se preocupar com  o crack, uma arma química que está promovendo um genocídio em todo país.

Diga "SIM" a vida, diga "SIM" a paz!


2 comentários:

Deveras disse...

Minha namorada é professora da rede municipal e já presenciou um aluno dizendo dia desses que ia "descarregar um revolver" na escola... Fica aquela indagação: se até nas escolas já está assim, onde vamos parar?

Glauber Vieira disse...

Pois é Lena, sempre é importante reflexões assim.
Bom, trabalho no sistema penitenciário e confirmo o que você disse: a melhor forma de não ser vítima de uma latrocínio é não reagir; geralmente, o interesse do bandido é pegar o que é seu e ir embora. Quando há reação da vítima, sempre o bandido atira.