15 fevereiro 2011

Verão Incessante. [2]



Olhares que se cruzam, lábios que se mordem, cabelos que se embaraçam com o vento buliçoso e sem escrúpulos – dá sempre um jeitinho de levantar uma saia que está de bobeira. “A magia colorida...” A pele pinga, dá para vê o sol dando língua e as nuvens que dão no pé. “São coisas da vida...” Mudar a estação, fazer o mundo dá voltas, começar uma nova história.

Pegadas na areia

Sábado à noite, calor do cão, a previsão do tempo dava sol pro domingo. Liguei para quatro amigas convidando-as para irmos à praia. Natalia estava viajando com o namorado, Lucia estava menstruada, Carol ia trabalhar, a minha única esperança era a Cristina, deu uma desculpa bem esfarrapada – tomar conta do irmão mais novo.

Rio 40º, sensação térmica de 46º, não dá pra ficar em casa! Quando o sol bateu na minha porta, não hesitei, sozinha, rumei a Ipanema, posto 9.  O sol de lascar, praia lotada. Não dava pra ficar escolhendo lugar – armei a barraca abeirando a água.

Dei uma arrumada no biquíni, fiz um coqui no cabelo, e comecei a passar bronzeador. Eu já tinha percebido que ele não parava de me olhar desde que botei os pés na praia, sem disfarçar, ele tirou os óculos escuros e veio na minha direção.  E mesmo com todo aquele calor, eu comecei a tremer de frio. Depois que ele se apresentou, nem vi a hora passar, a praia estava ficando vazia, e de mãos dadas, caminhamos em direção ao pôr-do-sol. Ao cair a noite, deitamos e rolamos, foram muitas pegadas na areia.

Um comentário:

Anônimo disse...

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