02 janeiro 2009

Pra trás



nossa noite à luz vermelha
foi somente para afirmar

que para causar a centelha
é preciso ousar.

debulhei minhas pétalas
para te embebedar de mim

foram nuvens da primavera
e acabou assim:

os seus gestos da meia-noite
do meu travesseiro eliminei

assim como meus vícios
desde a nossa primeira vez

minha força vai muito além

e esta é a minha razão,

o tempo é quem sabe

da gangorra de um coração

3 comentários:

Mendes Dutra disse...

Quanto lirismo! Você penetra no coração dos desvairados sentimentos poéticos, como os meus, e me leva ao êxtase de algo que foi e continua sendo tão maravilhoso. Já fiz críticas de alguns livros de jovens autores maranhenses, de um autor português, sendo que todos já foram publicados.

lioness disse...

Catarse sem cessar...

Esyath disse...

O coração muitas vezes fica pesado quando está viciado em se portar com autosuficiência... mas um dia... ele começa a palpitar em concordância com um novo ritmo... e tudo muda... tudo.

Beijos (Des)conexos!
www.historiasdesconexas.blogspot.com