24 abril 2008

Meio Urbano
Acena com a mão
Para seu destino,
Segura no corrimão
Para impedir o abismo
.
Quem tem sorte no assento
Apagam as luzes oculares.
Quem fica em pé atento
Vê passar os lugares
.
Somos parte da matéria,
Do cotidiano que sacoleja,
Provocado pela inércia,
Que movimenta a peleja.
.
Acena com a mão
Para seu destino,
Segura no corrimão
Para impedir o abismo

21 abril 2008

A Doença do século

[Fonte Foto]

O cara desmaiou. Foi imediatamente levado para o hospital. A família foi avisada.
- E então doutor... Como ele está?
- Ele está com a doença de século.
A mãe, a tia, a avó e a esposa expressaram-se funebremente.
- A mãe pergunta: E tem cura?
- Com esses remédios aqui, o estresse dele logo vai passar.

10 abril 2008

No Brasil tudo é festa!

No Brasil tudo é festa!

Não resta menor dúvida que o futebol brasileiro é o melhor do mundo. Todos param diante das telas. Cada torcedor com sua fantasia, uniforme, adereços - a caráter! Para os gols a favor: um sorriso, um grito, um pulo, uma gargalhada. Se contra... “ninguém cala o chororo”. No Brasil tudo é festa! Tudo é motivo para comemorar. Haja feriado!

Se eu for fazer uma lista de feriados, passaria dias escrevendo, tenho mais o que fazer. Para um país que têm estampado na sua bandeira "ORDEM E PROGRESSO", você não acha que tem feriado demais? Nem quero entrar em detalhe sobre os ditos prolongados, facultativos, e tampouco os dias enforcados.

Com tantos feriados consecutivos, a “Ordem e o Progresso” vai ser uma utopia. No ano passado, para a economia do Rio de Janeiro, por exemplo, os feriados da Semana Santa, Tiradentes e do Dia do Trabalho, trouxe um prejuízo em arrecadação de impostos de R$ 180 milhões e um endividamento de R$ 300 milhões para o comércio. “O lojista tem que tomar recursos do sistema financeiro, que cobra, em média, juros de 3% a. m. para cobrir despesas operacionais”. Afirma o presidente do Conselho Empresarial de Varejo da Associação Comercial do Rio de Janeiro em entrevista a JBFM.

Em 2008, ano bissexto, muitos feriados coincidiram com os finais de semana. Alívio para o comércio, que tem mais oportunidade para faturar, e, também para os trabalhadores que dependem do ciclo de venda para garantir o sustento. Eu não quero defender os “capetalistas”- os que visam apenas o lucro, nem pedir uma reforma no calendário. Pois se não há faturamento desejável por parte das empresas, o desemprego aumenta, não há plano de carreira ou aumento de salário.

A disparidade de renda sempre vai existir enquanto nossos governantes, que já não gostam de trabalhar em dias úteis - quem dirá em feriados - não estabelecerem políticas efetivas para uma programação de feriados que contribuam com o progresso brasileiro.

[LEIA + Contaminação Sistemática]


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