24 setembro 2007

BANDO DE RESPONSÁVEIS!



[Fonte Foto]

Está na boca do povo. Certamente, vocês já ouviram falar do fenômeno responsabilidade social. Eu penso que muitas empresas mudam da água para o vinho quando se trata deste assunto . Não sei se é para inglês ver... mas elas estão se mostrando preocupadas com o desenvolvimento sustentável e com os aspectos sociais, estão envolvidas com marketing social. Tenho minhas dúvidas... será essa tendência uma faca de dois gumes?

Eu, particularmente, fico atenta às certas organizações que utilizam esse fenômeno como ferramenta de marketing. De fato, a sociedade está cada vez mais, sensível ao trabalho voluntário, ou seja, envolvida em campanhas de ajuda ao próximo.

Eu já li nos jornais que os consumidores buscam por produtos e serviços de empresas socialmente responsáveis. Do fundo do meu coração... espero nunca ver nas manchetes de jornais: nomes de empresas que influenciam o consumismo, através do rótulo responsabilidade social, nem tão menos, que a solidariedade se tornou um valor de mercado ou moeda de troca.

A partir deste contexto, geram-se várias opiniões contrárias ou parecidas com a minha. Ora, vive-se em um país corrompido pela estupidez humana, pelo mau uso do dinheiro público, pela violência e pela degradação do ecossistema.

Não consigo entender porquê de a população ter que doar para as campanhas do menor abandonado e contra fome realizadas por emissoras de TV. Aproveitam-se do sentimento, "solidariedade" para tirar o dinheiro suado do bolso dos brasileiros em prol de campanhas que, muitas das vezes, não têm um destino certo. Essas redes de televisão sabem manipular os pensamentos da sociedade, sempre colocam artistas, que estão na mídia, para motivar pessoas fazer doações.

Gente, os representantes políticos ganham bem para defender tais causas. Por que o Estado não o faz, se pagamos impostos? Ah! é porque somos tolerantes. Sabemos digerir bem promessas eleitoreiras.

Tem mais... luta-se contra exploração sexual, mas vendem-se relatos de momentos de prostituição de forma banal. Armas e drogas circulam livremente pelo Brasil. É triste, mas, é real, este país não é sério. Quando algum político corrupto apodrecer atrás das grades, por favor, avisem-me!

O que dizer então dos produtos como camisetas, broches, adesivos, mochilas etc. das campanhas do momento. Sim, somos persuadidos a consumir. Isso coloca o marketing em “xeque”, da seguinte forma: como diferenciar um marketing de negócios, para o marketing social? Teoricamente eles são diferentes, enquanto o primeiro visa o lucro, o segundo visa serviços de interesse público, bem como promover a cidadania. E na prática, quem garante que as empresas cumprem as escrituras?

Não sei, e, nem quero saber se você liga para os “0500”, “0300” e afins para fazer sua boa ação. Se depender de mim, vão morrer de fome todas as operadoras de telefonia, ou você pensa que somente as pessoas carentes se beneficiam?

[Leia + A Banda do Marketing]

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