21 novembro 2017

[RESENHA]: GIRLBOSS




📚TÍTULO: #girlboss
📚AUTORA: @sophiaamoruso
📚EDITORA: Seoman
📚PÁGINAS: 247

Li pelo menos três resenhas sobre #girlboss. Sendo duas, exaltando a autora pelo sucesso da sua empresa Nasty Gal, e outra, falando muito mal da obra. Fiquei curiosa e decidi pagar pra ler.

O apelo comercial da capa é evidente. É um tipo de livro "modinha" — com uma 'hastag' e título feminista. Mas surpreende pelo conteúdo.


Traz uma linguagem cheia de expressões coloquiais. Acredito que a tradução foi feita desta forma — de propósito — com o intuito de deixar mais próximo possível da obra original.

Sophia conta sua história com riqueza de detalhes: sua fase de baixo autoestima; sua rebeldia, sua falta de apreço com os trabalhos por onde passou.

Ela deixa claro, não subentendido, que era uma pessoa problemática, que precisava de ajuda, porém não aceitava. Foi diagnosticada com TDH, mas abriu mão do tratamento e do conforto da família para viver como nômade e catando lixo, por opção.

Mesmo tendo um lugar para voltar, ela, inconscientemente, queria encontrar seu caminho mesmo que tivesse que passar por dificuldades. Ela estava certa!
[Todas as ações são criativas]

Sophia trabalhou em empregos que ela julgava que eram sofríveis, tais como restaurantes, serviços de informação, sapatarias entre outros. Na verdade, ela estava apenas entediada querendo garantir seu sustento. E aprendeu uma lição: "O que é chato para você poderá ser totalmente estimulante para outra pessoa. Se você está entediado e odiando algo, esse é um grande sinal de que você muito provavelmente apenas está no lugar errado. 

E, foi catando lixo que ela começou seu negócio milionário. Não foi exatamente com a primeira venda pela internet do livro que roubou. Ela não esconde que teve que roubar para garantir sua sobrevivência. Contudo, foi vendendo roupas usadas, que fizeram seu brechó no ebay se tornar um sucesso.

A autora traz muitas lições para novos empreendedores que querem vencer em seus projetos. Sophia não ficou sentada no sofá esperando o universo conspirar ao seu favor. A sorte foi ela quem criou — acordando cedo ou virando a noite trabalhando.

[Libere seu lado fashionista e extravagante]

A bem sucedida girlboss se considera introvertida, e, no livro faz várias colocações a respeito: Os introvertidos também são propensos a prestar atenção em detalhes pequenos (E uma loja no ebay é um tesouro de pequenos detalhes). Achei muito pertinente a forma como ela disserta sobre os introvertidos. O fato de ela não ter que lidar com pessoas, fez parte do motivo de ter começado a Nasty Gal, por simplesmente querer trabalhar sozinha. Cada um tem que saber explorar o que tem de melhor e saber o seu lugar, isso é um dos segredos para o sucesso. 
[Trabalhar com moda não é igual a passar o dia no shopping]

Essa parte do livro é a mais técnica. A autora chama os empreendedores para a realidade. Ela fala como é feita a contratação; como avalia um currículo; o que acha relevante numa entrevista. Sophia é muito enfática quando diz que não basta conseguir o emprego, é preciso mantê-lo, palavra de quem já foi promíscua com o trabalho. Isso aqui é muito bom:  Num mundo ideal, você nunca teria que fazer coisas que tão abaixo da sua posição, mas este não é ideal e nunca será. Você tem que entender que até um trabalho criativo não se resume a ser criativo, mas fazer o trabalho que precisa ser feito.

O livro vale a leitura, sem preconceitos. É possível compreender através desse fenômeno, que virou série na Netflix, o porquê de muitos negócios on-line fracassarem. Um dos segredos que a empresária revela sobre administrar um negócio com êxito, é saber como conseguir marketing de graça. Sabe como? Através do próprio cliente. Uma das regras de ouro: "Dê ao seu cliente algo a compartilhar."

Espero que tenham gostado. Não deixe de curtir e compartilhar com oa amigos


16 novembro 2017

GUERRA DE TRONOS: O Príncipe X O Pequeno Príncipe

As pessoas estão vivendo apenas para trabalhar e morrer. Nós, estamos sempre em modo automático levando as relações de forma superficiais, pois não temos mais tempo para nada. Já não paramos mais para ver as estrelas; queremos apenas o que está pronto e ao nosso alcance, para consumo imediato; assumimos ter ‘pavio curto’, porque não temos paciência para nos dedicarmos ao outro.

Que tal uma batalha de clássicos? 


Falar de clássicos é desafiador! Meu desafio é fazer uma analogia entre os 'Príncipes': O Príncipe, de Maquiavel, e O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, obras que, se você analisar bem, permitem estabelecer várias relações. Não pretendo resenhar nenhuma delas, mas quero trazer o momento exato em que uma completa a outra, causando a impressão de terem sido escritas nos tempos atuais. Nicolau Maquiavel foi considerado um filósofo político por defender um Estado forte, contrariando toda moral religiosa, focando plenamente no humanismo. 

O Príncipe, foi escrito em 1513. Através de uma narrativa de fatos históricos, Maquiavel escreveu uma espécie de manual para ensinar príncipes/governantes a conquistarem e a se manterem no poder. O autor construiu sua carreira política servindo por 14 anos à república de Florença, na Itália, sob o comando de Lorenzo Médici.

Dentre as chaves do conhecimento maquiaveliano farei uma abordagem a respeito da 'natureza humana', que é tratada em muitos capítulos do O Príncipe, que é catedrático quando diz que a juventude deveria avaliar a si mesma quanto às oportunidades de aprendizado, visto que nos mantemos o tempo todo ocupados, sem desenvolvermos as reais habilidades para se obter o sucesso. 

Em relação a O Pequeno Príncipe vou pinçar sobre a 'construção dos laços afetivos', que é bem presente ao longo da fábula. Le Petit Prince – obra do escritor, ilustrador e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. Sua experiência com uma pane do avião no deserto do Saara o inspirou a escrever o que seria hoje o terceiro livro mais vendido no mundo. Até voltar em segurança para casa, o autor narra uma de suas histórias mais marcantes e que, definitivamente, mudou sua vida pra sempre. 

20171116_112636.jpgSaint-Exupéry passou muitos anos admirando as estrelas, porque era onde ele vivia com seu avião. Através do O Pequeno Príncipe ele externa sua criança interior, alertando os leitores para que nunca esqueçam de que já foram criança. O que ele quis dizer é que as 'pessoas grandes' não deveriam ter tantas preocupações; deveriam levar a vida mais leve, sem pensar tanto em números ou posses. Na verdade, poderiam se esforçar mais para realizar os sonhos de infância. O momento de interseção das obras ocorre justamente quando falam do amor e dos laços que determinam o sucesso ou o fracasso na vida, que vale para um principado/governo; para o ambiente corporativo; para a convivência em sociedade. Muitas relações humanas são construídas na base do interesse e, no momento de conveniência, são rompidas de forma inescrupulosa. Maquiavel afirma que isso ocorre porque, de modo geral, os homens são ingratos, falsos, covardes e ambiciosos. Assim, enquanto você tiver sucesso, as pessoas demonstrarão afeto, oferecerão o próprio sangue, os bens, a vida e até os filhos, mas se voltarão contra você, quando não estiverem mais satisfeitas. 

Quando saiu do seu planeta em busca de conhecimento pelo mundo, O pequeno príncipe encontrou em sua jornada: vaidosos, avarentos, bêbados, ambiciosos e, mesmo não entendendo o porquê das 'pessoas grandes' levarem a vida desta forma, ele queria construir laços. Mas, um príncipe precisa saber ser animal e homem. Para Maquiavel, é necessário saber utilizar uma e outra natureza, posto que uma sem a outra não é duradoura. Para saber viver nesse mundo cão é preciso ser um leão para se defender das armadilhas e também ser raposa para identificá-las. 

Quando o pequeno príncipe chegou na Terra encontrou muita gente pelo caminho, dentre elas destaca-se a raposa, que o fez compreender, finalmente, a importância da amizade –, que é baseada na entrega e na dedicação, pois só se conhece bem as coisas ou as pessoas quando se cativa. Ele puniu a rosa – sua melhor amiga –, deixando-a sozinha em seu planeta, forçando-a a reconhecê-lo como seu protetor. Nicolau escreveu profundamente sobre isso, salientando que um príncipe deve saber recompensar e punir quem faz algo extraordinário, tanto bom quanto ruim, pois essa é uma das formas de ser respeitado. 

O que sabemos sobre as relações é que simplesmente elas são rompidas facilmente, independentemente do quanto alguém já se dedicou a elas. Isso acontece porque ninguém anda com tempo para se dedicar à amizade. Hoje opta-se pelas amizades virtuais, porque é mais fácil para administrar. Como disse Saint-Exupéry, dá comprar tudo pronto, mas como não existe lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, mas se quiser ter um é preciso cativar! Em O Príncipe isso fica claro: é possível reconhecer um verdadeiro amigo quando ele está ao seu lado no sucesso ou no fracasso; pois é aí que se estabelece um forte laço de amizade. 


20171116_112609.jpg
Nesses dois conjuntos de sentimentos e emoções dos 'príncipes', vividos em tempos distintos, porém atualizados à medida que passamos a julgar a nós mesmos, compreende-se que o ser humano não mudou, muito embora os meios de comunicação tenham provocado mudanças no comportamento, mas, não na natureza. Para fortalecer os laços é preciso ser paciente. A expectativa de um momento feliz com alguém é necessária para que o coração esteja preparado para sentir a felicidade, por isso as celebrações são tão marcantes e, hoje, todo mundo quer deixar registrado nas redes sociais. 

Depois de passar muito tempo exilado, com a queda dos 'Médicis', Maquiavel – que trabalhou muito tempo para eles – tentou uma remissão, dedicando a obra O Príncipe ao neto de Lorenzo de Médici, logo quando recuperou o poder, aconselhando-o a não deixar passar essa oportunidade, pois a Itália já tinha sofrido muito com as invasões estrangeiras e aquele seria o momento certo para ele ser amado. Na verdade, o que Maquiavel queria mesmo era ser lembrado, principalmente por sua obra. Ele conhecia bastante essa família e sabia como cativá-la, mesmo numa tentativa frustrada de voltar ao cargo. O Pequeno Príncipe também queria ser lembrado, portanto a raposa disse que sempre iria se lembrar dele, quando visse os trigos, pois era da mesma cor do seu cabelo. 

Somente o tempo que se perde cativando é que faz alguém ser importante. Pode-se aprender muito com esses dois clássicos, que são obras muito diferentes uma da outra, mas trazem conhecimentos profundos sobre as relações humanas. Podemos seguir nossa estrela e, assim, encontrar a felicidade que tanto buscamos, muitas vezes, em lugares improváveis.

06 setembro 2017

Pensamentos #30 - Resoluções de Ano Novo




Série Completa ► Pensamentos


Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br


05 junho 2017

RÓTULOS NÃO ME DEFINEM

— Eu não fui com a cara dessa pessoa!

Com certeza você já falou isso várias vezes. Sim ou claro?!




Você nunca parou para pensar o porquê de julgar alguém sem conhecer plenamente? Criticamos roupas, sapatos, cabelo, estilo de vida como se fôssemos seres supremos e perfeitos. Fazemos isso baseado no que mesmo? 

Um dia desses fui tachada de 'roqueira' no trabalho por estar usando um cinto de ilhós. Em outro dia, da mesma forma, por estar de colete jeans. Por acaso ser 'roqueiro' é ser alguém ruim? Eu fui marginalizada por estar fora do padrão mental de alguém que, sabe Deus o que ela pensa de 'tribos' e grupos dos quais ela não está inserida ou desaprova.

Normalmente, quem rotula alguém possui padrões limitantes —, crenças e pensamentos que estão baseados no aprendizado ao longo da vida e que não pode ser abalado por tendências e mudanças culturais e sociais. Em outras palavras, são pessoas preconceituosas. Em Antropologia poderíamos chamar esse comportamento de Etnocentrismo.

Uma pessoa é considerada etnocêntrica quando considera inferiores e menos importantes culturas ou grupos diferentes dos seus. Quase sempre elas pensam que as normas e valores da sua própria cultura são melhores do que as de outras culturas. Isso leva à prática do desrespeito, intolerância e a casos extremos de atitudes radicais e xenófobas. Um dos maiores exemplos de etnocentrismo está relacionado ao vestuário — a dos índios é mais categórica. Isso me faz compreender melhor quando fui rotulada de roqueira.

Ao contrário deste conceito, o 'relativismo cultural' valida outras culturas a fim de nos ensinar a diferença entre os povos para convivermos em sociedade. Desta forma, não podemos interferir ou modificar elementos culturais de uma sociedade, mas entender os valores, costumes, língua e arte. Portanto, isso nos leva a compreender o sentido das características culturais, haja vista que não há padrão definitivo de bem ou mal, certo ou errado. Isso teoricamente é lindo! 

Entretanto, o relativismo é questionado por vários estudiosos por permitir a 'tolerância' em outra cultura, tais como: apedrejar até a morte mulheres que cometem adultério; incentivar suicídio por crenças religiosas; permitir casamento de adultos com crianças. Aos nossos olhos nus ocidentais, isso que faz parte de outras culturas é inaceitável, mas não podemos interferir diretamente.


Se, por um lado, a intolerância étnica é primitiva, em tempos atuais, está acentuada em todas as plataformas de discussão, pois há um eco, um 'grito do Ipiranga’ para desconstruir a conquista de minorias depois de tantas lutas. O relativismo cultural pode cair no gosto popular, porém com adendos —, de que nem tudo é permitido! Daí, é quase impossível aplicá-lo em termos práticos.

Antes de rotular uma pessoa tente conhecê-la um pouco mais. Não custa nada! Coloque-se no lugar do outro. Trate as pessoas como gostaria de ser tratado. O fato é que muitos querem ter as vitórias de alguém, mas não querem passar pelas mesmas lutas. Para ser amado não é preciso tentar agradar a todos. 

Desista dessa busca incessante por aprovação; pois, nesse caminho, existem muitas fronteiras que o levam a não atender as expectativas alheias; que o fazem ter sempre uma desculpa; que o deixam em dúvida sobre quem você realmente é. A pessoa que não se ama suficiente não será capaz de amar quem quer que seja. Por falta de conhecer melhor seu 'bom partido' — o próprio coração. Ele precisa desse amor que você desperdiça com quem não vale a pena.

Fonte sobre Etnocentrismo e Relativismo cultural >> AQUI

30 maio 2017

Tudo tem seu tempo



Snapchat: lenacasasnovas

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

03 maio 2017

Pensamentos #28






Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br

30 abril 2017

Crie novidades





Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram
0
Snapchat ► lenacasasnovas

08 março 2017

OITO DE MARÇO



“a”
um artigo bem definido.
Concordo em gênero feminino:
a mulher tem um
“q”

― um misterioso
e tão intrigante ponto
“g”

dia
oito internacional
uma data que
arrepia

que liga dois pontos:
da mais sensual
a mais fria

ela
sabe o que quer
e não adianta tentar descobrir
como funciona uma
mulher

Autora:Lena Casas Novas

09 outubro 2016

SOU FODA

Você não é obrigado a saber o que vai SER quando crescer, mesmo depois de se tornar adulto. Quando se é criança tem-se que responder para os mais velhos o que se quer ser. "Ser ou não ser? Eis a questão!" Crescer é substancial. Você vai entendendo durante o processo da vida.

As pessoas deveriam ser encorajadas a viverem dos seus sonhos; a descobrirem suas aptidões; a serem livres; mas o sistema não permite isso. As pessoas precisam ganhar a vida. Daí, vão pegando qualquer coisa ou seguindo suas carreiras 'promissoras', almejando aposentadoria tranquila com a sensação de dever cumprido. Nós somos educados para TER e não para SER. Isso, meu amigo, é outra coisa que você ainda não descobriu ou pensa que já.

trocou desculpas por atitudes.jpg

"... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo; pois quando livres do tumulto da existência, no repouso da morte, o sonho que tenhamos, deve fazer-nos hesitar: eis a suspeita que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios". Shakespeare nos deixou um legado através de Hamlet: o desafio de saber quem realmente somos. Talvez morreremos sem saber se cumprimos ou não nossa missão. Mas, enquanto estivermos por aqui, dá para julgarmos menos? Dá para sermos menos egoístas? Dá para culparmos menos uns aos outros?

TER uma profissão não tem a ver com SER. Lembra da famosa 'carteirada' ou  da pergunta '- Você sabe com quem está falando?'... que muitos usam pra fazer parecer que são superiores? Então... isso é o mesmo que dizer: sou uma pessoa frustrada, usando meu poder para compensar essa minha carência. Quando se está errado o mínimo que se deve fazer é aceitar, ao invés de tentar obter vantagem sobre alguém ou alguma situação.

A questão 'o que você vai SER quando crescer?' não poderia ser respondida com o nome de uma profissão. Já está na hora de ensinarmos às nossas crianças como realmente a vida funciona, pois elas serão responsáveis pela metamorfose da sociedade de alguma forma: matando ou salvando vidas; roubando ou dando segurança. Com sucesso financeiro ou não, todas terão suas oportunidades de criar ou abrir mão delas. Tudo depende do ponto de vista.

Um dos meus desejos nesta vida é me tornar uma pessoa melhor —, tenho plena consciência de que morrerei e, talvez, não experimente amar um inimigo. Acredito que algumas atitudes sabotam minhas chances de realizar sonhos, como por exemplo: guardar mágoas; deixar de ser solidária por orgulho; reclamar mais do que agradecer. Mas sabe o que me deixa com esperança? É que todos os dias acordo com a oportunidade de mudar.

26 setembro 2016

Não se engane



Snapchat: lenacasasnovas

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

29 maio 2016

Namore alguém que sonhe teus sonhos

Eu tive um sonho... ...aquele fondue na sua casa, foi para me confundir. Eu não sabia se era namoro ou amizade. Mesmo de dieta, não resisti aquele sabor de chocolate. Seus olhos mel lambuzavam minha boca ao olhar fixamente para ela. Ficava imaginando se tudo aquilo era desejo. Meu vestido longo tinha tanto pano, que você se enroscou quando começou a beijar minhas pernas. Os morangos estavam tão rosados que quase mordi sua língua por engano. Nossa sintonia era tão imensa, que a frequência dos nossos corações orquestrou quase uma sinfonia de Beethoven. Pela manhã, o sol curioso olhou pelas frestas da janela e se espantou com o calor do quarto. Estávamos suados, mesmo com o clima de montanha do quarto. Nem nos demos conta que o amanhecer batia na porta.
Quando me dei conta, já estava mergulhada no seu colo. Comecei a depender dele para estar feliz. Mas você não correspondia à minha intensidade. Passei a ser apenas um paliativo: você me procurava quando queria beijos no seu corpo todo; quando queria ver meu rosto inebriado de prazer; quando queria uma boa companhia — buscava sempre um encaixe perfeito. 

Comecei a ter pesadelos quando você passou a dar preferência aos seus amigos nos fins de semana, quando te perdia geralmente para suas prioridades. Até hoje, não recebi nenhum postal das suas viagens internacionais, as quais, por acaso, eu ficava sabendo, quando perguntava sobre seus feriados, pois não passava nenhum comigo. Na verdade, nunca fiz parte dos seus sonhos! Em nenhum momento planejamos uma viagem juntos. Nem sua família, nem seus amigos sabiam da minha existência. Só descobri sobre seu sonho de estudar em Harvard e de que já tinha sido aceito lá, por terceiros — fui excluída plenamente deste momento de apogeu.

Estou aprendendo a lidar com meus erros. Tenho um longo caminho pela frente. Um dos meus desejos nesta vida é me tornar uma pessoa melhor —, tenho plena consciência de que morrerei e, talvez, não experimente amar um inimigo. Acredito que algumas atitudes sabotam minhas chances de realizar sonhos, por exemplo: guardar mágoas; deixar de ser solidária por orgulho; reclamar mais do que agradecer. Mas sabe o que me deixa com esperança?! É que todos os dias acordo com a oportunidade de mudar!

Realizar sonhos é juntar as peças, digo, as pedras do caminho. Porém, é importante ter cuidado; pois nem todas servem para construir castelos. Assim é o amor: nem todos estão dispostos a construí-lo — Nem todos têm a capacidade de se colocar no lugar do outro; passar por dificuldades juntos; sentir as mesmas dores; superar as adversidades. Se você, leitor, está em busca de um amor, namore alguém que sonhe teus sonhos.

Snapchat: lenacasasnovas

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

26 fevereiro 2016

VIAJAR É PRIMEIRA NECESSIDADE, SIM!

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi pessoas dizendo que, quando se aposentarem, irão viver viajando. Mas... por que adiar tanto esse momento? Por que não pode ser agora?
Maslow e sua teoria da 'hierarquia das necessidades' motivou a sociedade a pensar de forma linear. Mesmo que surjam visões sistêmicas dentro de grupos revolucionários ou não, as pessoas costumam ficar presas aos seus preconceitos. Uma vez que uma 'necessidade de status' supera uma 'necessidade básica', como por exemplo: ter um iPhone torna-se mais importante do que fazer uma alimentação adequada, passa-se a fazer parte integral da ‘sociedade do espetáculo’, na qual as pessoas necessitam fazer propaganda de si mesmas — através do consumo — invertendo a pirâmide.
Contudo, a ‘necessidade de autorrealização’ está cada vez mais presente. Nos dias atuais, muitosO mundo dá voltas estão em busca de experiências novas; de sentir novos prazeres; de enfrentar o desconhecido. Por essa Maslow não esperava! O mundo está em transformação. A humanidade também. Os tabus estão se quebrando e os valores ganhando novas tendências. Todos os dias estamos engajados na realidade, da qual não se pode fugir.
Esse ano eu e uma amiga fizemos uma viagem aos Lençóis Maranhenses. Aprendemos uma grande lição: não se pode esperar ficar velho para viajar! Durante o passeio, vivemos um momento de tensão, ao acompanharmos um idoso que sofria do coração e mal conseguia respirar ao subir as dunas, tendo que ser carregado pelos guias. Um risco de vida muito grande por causa de uma escolha inapropriada para a idade. Viajar é primeira necessidade, sim! Mesmo que seja a trabalho, "sair do lugar comum" — hoje em dia — é quase um mantra com eco. É preciso trocar a roupa da alma; lambuzar-se com sabores inexplicáveis; contemplar a felicidade, de mãos dadas com a vida; conhecer novos amigos de infância.
Conhecer novas pessoas é a maior expressão de afeto que a vida pode demonstrar. É como se ela abraçasse forte e falasse ao pé do ouvido: —Aproveite! É sua chance de aprender mais; de mudar os hábitos; de atravessar lugares que pertencem ao medo. Vivemos em elos — de alguma forma estamos conectados. A solidão existe para quem precisa. Porque podemos mudar tudo, o tempo todo. Então... quando se sentir só, chame o mundo para dar umas voltas!

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

11 junho 2015

A paixão é assim...


Em 2014 eu me apaixonei quatro vezes. Todas com a mesma intensidade, por rapazes de diferentes culturas. Sofria igualmente em cada ciclo que se encerrava. Virei meu coração ao avesso —, fui muito negligente com meus sentimentos; com meus princípios; com minha vida. Vivi experiências incríveis e frustrantes em curto espaço de tempo.

Era como se o mundo fosse acabar. Não queria perder nenhum segundo. Não me preocupei em construir laços afetivos ou relacionamentos duradouros; Porém, queria a eternidade daquelas emoções, mesmo sabendo que iria sentir dor. Mas sempre estava pronta para outra — essa é vantagem de ser livre.

O fato é que a felicidade vem em pequenas doses. Tomei algumas com gelo, outras flambadas e muitas no gargalo. A boca da noite falava mais alto do que minha voz interior: — Hora de descansar! Minha sorte é ter muita energia. Às vezes, tenho que perder um parafuso para me aquietar. Minhas crises existenciais minimizam essa vontade de abraçar o mundo e viver o ineditismo o tempo todo.

Irei publicar os detalhes sórdidos dessas paixões no livro ‘Histórias Sem Finais’, que estou escrevendo com muito cuidado e dedicação. Eu vivo me apaixonando...

A paixão é assim: você ouve mais o coração do que a voz da experiência; explora outras formas de arrepios; ausenta-se da realidade. Ora é uma massagem emocional, que relaxa; ora é uma lavagem cerebral, que apaga a sanidade. Agora, quando há encaixe... você simplesmente se perde sem querer se encontrar.

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

05 janeiro 2015

O ano já começou!




Quando o ano novo desabrocha, ficamos como beija-flores em busca de néctar. Queremos energia para atingir voos mais altos. O fato é que não sabemos o que está por vir. Fazemos planos, mas ao longo do ano, eles não saem como desejamos. Sabe aquela máxima de que o caminho se faz caminhando?  Não tem como sair muito fora disso! As coisas, simplesmente, entram no modo 'on'. Uma vez que você já tenha iniciado sua jornada, adote algumas posturas: Caminhe compassadamente para observar mais à sua volta; Conheça novas pessoas  ouça suas histórias; Respire fundo para ativar os hormônios da alegria;   

Seja feliz!

Palavras-chave de 2015: Ação, Concentração, Equilíbrio 

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br

30 dezembro 2014

TAG: 10 coisas que aprendi em 2014



1- A melhor fotografia é aquela que os seus olhos tiram e não revelam  Não devo expor as coisas fantásticas ou terríveis que vivo para quem não quer minha felicidade;

 2- É bom contar história para quem sabe ouvir. — Sair para conhecer novas pessoas e ouvir suas histórias, podem transformar minha forma de ver o mundo; 

3Todos os dias acordo com a oportunidade de mudar! — Descobri que posso me tornar uma pessoa melhor se for mais grata, menos orgulhosa e viver  sem guardar mágoas;

4- Tudo que acontece, bem ou mal, é para nos libertar, mas poucos decidem ser livres! — é importante parar, respirar e olhar pelo lado de fora antes de tomar minhas decisões;  

5É tempo de as pessoas tentarem se conhecer melhor e se apaixonarem pelo seu verdadeiro eu.  — Devo prestar atenção no que me faz feliz e não na felicidade alheia. Isso é um ótimo exercício para o autoconhecimento;

- Quando se sentir só, chame o mundo para dar umas voltas.  — A solidão só existe para quem precisa. Devo pedir mais ajuda às pessoas que estou conectada de alguma forma, e, parar de tentar resolver tudo sozinha; 

7- Ou você tem um amigo, ou você tem um inimigo — Tenho que eliminar pessoas tóxicas das minhas relações, aquelas que se aproximam para tirar minha força;

8- A felicidade vem num 'conta gotas' — quanto maior a coragem, maior a dosagem;

Não posso vencer ninguém pelo cansaço! Só eu posso mudar meus resultados. —  Preciso parar de sofrer por antecipação e de ficar tentando provar por A+B que sou capaz de alguma coisa; 

10- Se eu não bater de frente com a vida, vou viver apanhando. Não posso mais perder tempo com tristeza; com brigas; com expectativas;

Série Completa ► Pensamentos

Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br

21 dezembro 2014

5 Melhores Momentos de 2014

Como todas as mídias fazem 'os melhores do ano', escolhi os 5 melhores momentos do Portal Lena Casas Novas em 2014. Foram os tópicos com maior número de visualizações e compartilhamentos. 

Agradeço grandemente as pessoas que se engajaram na leitura e na divulgação do blog. Estou feliz por vocês existirem na minha vida!



3- Tomei um pé na Bunda





Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br

Pensamentos 27 # Conecte-se!



Série Completa ► Pensamentos


Curta ►Facebook

Siga ► Instagram

Conheça a loja ► www.incessante.com.br