25 março 2018

BOOK HAUL - ORGANIZAÇÃO




"Apenas aquele que lida com suas ideias com leveza as domina, e apenas aquele que domina suas ideias não se torna escravo delas" - Lin Yutang






Comprei esses livros para estudar! Sou uma entusiasta da Organização. Leio tudo que posso sobre gestão do tempo e métodos de melhoria de produtividade, tanto para carreira quanto para vida pessoal. Eu finalmente entendi, através desse estudo, o porquê das pessoas dizerem que não têm tempo. Na verdade, o que falta mesmo é organização em várias áreas da vida, acredite! Isso faz muito sentido. Quer seja uma lista de supermercado, quer seja um ‘schedule’ de viagem, tudo isso minimiza estresse e desperdício de tempo se você tiver foco no que está fazendo, e, isso não é clichê de autoajuda.

Temos que usar a tecnologia ao nosso favor. Eu uso o aplicativo ‘Evernote’ como extensão do meu cérebro, tudo que preciso lembrar depois, coloco lá. Quando preciso resgatar da memória, vou no pesquisador e encontro com facilidade o que anotei como se fosse um bloquinho de nota ou post it. Por exemplo: Confirmação de reservas; locais de eventos; ticket de passagem aérea; contato de médicos, recibos; sites importantes; Eu posso ficar sem rede social, mas não vivo mais sem esse aplicativo!

Eu comecei a me interessar por este assunto por causa do blog Vida Organizada da Thais Godinho, que é uma das especialistas em organização mais completa que eu conheço. Ela lançou esses dois livros abaixo, e já está prestes a lançar o terceiro. 

CASA ORGANIZADA


Já acompanho o blog  10 anos. Leio todos os posts, aproveito as dicas de livros, e tenho sempre insights criativos por conta da dinâmica do blog.

Já estava mais do que na hora de eu comprar os dois livros dessa autora incrível.

O Casa Organizada é um manual para os “bagunceiros de plantão” ou para aqueles que dizem não ter tempo. Entra ano e sai ano, e, a promessa de ser uma pessoa mais organizada perdura, porque sempre damos um jeito de não cumprir.

A Thais explora toda sua experiência em gestão de tempo e desenvolvimento humano. É necessário ter um objetivo e disposição para ser a mudança que esperamos ver no mundo. Tudo começa com atitude. Temos que querer muito!

O leitor tem acesso a uma gama de técnicas, mas, isso requer muita disciplina, é importante entender os seguintes passos que a autora ensina:
1- Destralhar
2-Organizar 
3- Arrumar
4-Manter
5- Curtir

Cada passo é bastante detalhado e com alguns exercícios de fixação. Isso é fundamental! Além disso, a autora ensina a fazer um planejamento anual, que cai como uma luva nesse comecinho de ano, principalmente, para os períodos sazonais que requerem muito equilíbrio financeiro e de tempo.
Vale a pena o estudo. Não é um livro para ler de forma corrida ou deixar empoeirado na estante para ler quando der na teia.


VIDA ORGANIZADA


Outro livro da Thais Godinho é o “Vida Organizada”, título do seu blog. Ele é recheado de dicas e exercícios para quem busca ter mais tempo e organizar a rotina.

Essa obra traz insights para a nossa rotina que vai transformando nossa forma de agir e pensar. Ser uma pessoa organizada ajuda a dizer não para atividades que afogariam nosso tempo, faz parte da realização pessoal de acordo com os objetivos pretendidos.

A autora é bastante enfática quando diz que ser organizado faz bem! Separei algumas vantagens para você começar esse novo lifestyle:

1- Você não perde tempo procurando coisas
2- Você não fica estressado
3- Você não compra o que não precisa
4- Você é feliz com sua casa
5- Suas metas são atingidas
6- Você aprende a não reclamar do tempo
7- Você trabalha melhor
8- Você consegue ir atrás dos seus objetivos
9- Você fica orgulhoso de si mesmo
10- Você consegue cuidar da sua saúde
O livro é prático e objetivo. A leitura é fluida igual ao blog, é como você estivesse de frente com a Thais. Vale a pena ter acesso a esse conhecimento.

A ARTE DE FAZER ACONTECER



GTD (Getting Things Done) "A arte de fazer acontecer de David Allen prega a cultura da organização, gestão do tempo e produtividade.

O livro é técnico ao extremo, você tem que sentar pra ler e tomar notas de tudo para aprender esse novo estilo ou mudança de hábito.

Para quem não tem paciência, não é indicado, pois exige foco e disciplina para capturar, esclarecer, organizar, refletir, engajar.

A parte mais legal do livro é a de check list: Lembretes criativos e construtivos. Pois é um tópico de organização pessoal que merece atenção, pois garante que você não esqueça de nada em determinada área. Você pode incluir:

1- Objetivo de carreira;
2- Família;
3- Relacionamentos;
4- Comunidade;
5- Saúde e energia;
6- Recursos financeiros;
7- Expressão criativa
Para ambiente corporativo, pode-se fazer check list assim, por exemplo:
1- Motivação de equipe;
2- Processos de atendimento;
3- Cronogramas;
5- Escalas de folga;
6- Comunicação
7- Tecnologia

Depois que se aprende a técnica de #GTD a mente se expande e a criatividade aflora, pois fica mais fácil se tornar uma pessoa mais produtiva e responsável, ou melhor, ter uma vida Organizada.
Para nós, que vivemos na correria e absorvemos tantas informações sem dar conta direito.
Mas vou logo avisando: o processo é lento. Tem que ter disposição!

Para comprar os livros é fácil! Basta clicar na imagem que você será direcionado para o site.



15 março 2018

BOOK HAUL: MARÇO


No de março vou iniciar a leitura desses três livros ao mesmo tempo. São temas diferentes e ótimos para para melhorar minha escrita e minha capacidade de análise.




Como Ler Livros
Quero ler mais e melhor


Publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenômeno raro, um clássico vivo. Trata-se do melhor e mais bem-sucedido guia de compreensão de leitura para o leitor comum. E agora ele retorna em versão completamente reescrita e atualizada. O livro aborda os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. 

A Sutil Arte De Ligar o Foda-Se
Comprei pelo hype.


Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Traz uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.

3-Moda Com propósito
Estou estudando sobre o assunto

Em um mundo cada vez mais conectado, a moda ganhou força e conquistou espaço na vida das pessoas. Agora estamos cheios de produtos e sempre queremos mais. Nos últimos anos, porém, essa ansiedade gerada pelo consumismo tem deixado a sociedade e o meio ambiente esgotados, e a promessa de que a compra traz felicidade claramente não vale mais. No entanto, muitas marcas continuam buscando o lucro através da compra desenfreada. Questionador como sempre, André Carvalhal reflete sobre essas contradições para apresentar aquilo que deveria nortear todas as marcas da atualidade: o fazer com propósito. Mirando muito além da venda e do marketing, ele nos mostra como é necessário entender certos valores: como sustentabilidade, comércio justo, consciência social e cultural para ser capaz de inovar e empreender com sucesso. 


13 março 2018

[RESENHA] Moda Intuitiva


“Moda é sonho. Começa quando você abre a porta do armário”


TÍTULO: Moda Intuitiva
AUTOR: Cris Guerra
EDITORA: Planeta
PÁGINAS: 187
Ano de edição: 2016

A Cris Guerra, em seu livro “MODA INTUITIVA”, faz uma varredura na história da moda. A linguagem é fluida, cativante, criativa. A autora tem pleno domínio sobre o assunto. A obra é bem costurada com um “q” de crônica reforçando a personalidade da Cris, por sinal fica bem evidente.

A moda tem o dom de sobreviver a muitas mudanças e novidades, e continua firme, exercendo seu poder de persuasão sobre nós. Eu me surpreendi bastante com a influência que o armário masculino exerceu na moda feminina, vou resumir o que a autora discorre com muita riqueza de detalhes:

ARMÁRIO MASCULINO

Camisa Masculina
Já é quase um fetiche a namorada vestir a blusa do ‘boy’ quando vai para casa dele, foi a partir daí que tudo começou. O cinema fortaleceu essa aura de sensualidade em Pulp Ficiton (em que a camisa branca foi eternizada por Uma Thurma.
Camisa Polo
Criada para praticar polo, ganhou sua fama em 1933 por René Lacoste, um campeão de Tênis internacional. Ele pediu para seu amigo desenhar uma camisa de tricô de algodão de manga curta para usar na quadra, ganhando o apelido de Lacoste, na figura de um crocodilo. Foi a primeira vez que um logotipo ficou pelo lado de uma camisa.
T-Shirt
Em formato de T surgiu no século XIX, foi usada como peça íntima pelos europeus para aquecer o corpo na guerra e também absorver a transpiração. Na mesma época os americanos se inspiraram e popularizaram a peça no cinema e na TV. Sem fazer distinção de sexo, cor, idade ou tipo físico, ela é patrimônio do vestuário mundial há décadas. O movimento hippie sofisticou a técnica de tingimento, a era do rock'n'roll aumentou o charme, e o movimento políticos ampliaram seu espírito democrático  
Calça Jeans
Democrático, contemporâneo e em constante transformação. A verdadeira origem do jeans é profunda. Tudo começou com uma sarja feita para velas de barcos, que foi usada como uniformes de marinheiro no século XVII. Já no século XIX, época de descoberta do ouro na Califórnia, o alemão Loeb Straub foi para São Francisco levando um grande estoque de outro tecido, o canvas, que era útil para montar tendas para as minerações e ousou confeccionar roupas de trabalho com lona, criando um traje ultra durável para os mineradores.
Em 1860, já com seu nome mudado para Levis Strauss, bem estabelecido em seus negócios e naturalizado norte-americano, com dificuldade para obter canvas, que era preciso importar, começou a produzir uma calça com suspensório em denim azul-escuro. Algum tempo depois, com ajuda do alfaiate Jacobs Davis, Levi passou a utilizar rebites e reforçar os pontos críticos das calças para aguentar o peso das ferramentas, tornando-as mais duráveis. O sucesso de venda foi tão grande que em 1873 Straus decidiu patentear o produto. Com a influência de James Dean e Marlon Brando no filme "Juventude Transviada", o jeans passou a ser utilizado no dia a dia.

Cada peça da moda tem uma história para contar. Toda vez que escolhemos uma, contamos a nossa.

ROUPATERAPIA


A autora apresenta alguns exercícios como forma de terapia na hora de pensar no look da semana. Fiz uma pequena adaptação. No livro  tem muitas dicas que valem a pena serem seguidas.

- SEMANA TEMÁTICA: Dê nome à sua semana: Semana do calor; semana do conforto; semana do vermelho; semana da estampa; semana do preto no branco etc. Às vezes, o tema parece uma forma de limitação, por outro lado, força nossa criatividade e nos impulsionam a superar limites;
- COLORINDO: Separe as peças por cores, tons, estampas, modelos e defina o dia de cada um look. Ouse colocando três cores opostas; use e abuse de tons sobre tons, misture as estampas (mas com cautela). Observe sua capacidade de fazer combinação É importante respeitar o humor de cada dia para compor a produção;

- PEÇAS VELHAS COM PEÇAS NOVAS: Aproveite a ‘brusinha’ nova que comprou por impulso e coloque com aquela saia que você usou no verão passado; O vestido longo estampado que você não usa há três anos com a rasteirinha que comprou para o réveillon.

- INTERCAMBIO OU ESTILO QUE NÃO É SEU: Visite o armário da sua amiga, mãe, avó, sogra e use uma peça emprestada. Exercite sua versatilidade, procure descobrir no seu armário possíveis combinações para aquelas peças eleitas.
- ACESSÓRIOS: Quando escolher roupas neutras e limpas complete com uns acessórios. Com max colar, que está super em alta; cinto largo, uma pulseira em cada punho, ponha o brincão e vai!

QUEM VOCÊ ACORDOU HOJE?

Todos os dias quando acordamos temos a oportunidade de mudar. Cada um com seus problemas, cada um com suas lutas diárias, mas, com a mesma dúvida: Com que roupa eu vou? Na verdade, a nossa inconsciente pergunta “Quem eu vou ser hoje?”.
Nossa roupa fala muito sobre nós, as pessoas julgam as outras pela aparência, com isso, a moda dita as regras, e, vamos ficando cada vez mais parecidos uns com os outros. A final, quem você quer ser quando se veste?

A Cris Guerra faz uma longa reflexão sobre isso e recomenda fazer algumas perguntas um tanto relevantes na hora de se vestir:
1-Como estou me sentindo hoje?
2-Como está o clima lá fora?
3-Para onde eu vou?
4-Quem mais vai estar lá?
5-O que eu vou fazer?
6-Vou ficar em pé ou sentada? (Como vai ser minha movimentação ao longo do tempo?
7- Por quanto tempo ficarei vestida assim?

Antes de finalizar esta resenha, quero deixar aqui um trecho de uma música de Almir Sater- Tocando em frente

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si

Carrega o dom de ser capaz

E ser feliz


10 APRENDIZADOS PARA LEVAR NA BOLSA.

[Foto: reprodução Pinterest]

1- Tenha a si mesmo como parâmetro. Empenhar-se em ser melhor que você mesma é um desafio delicioso. Você pode se inspirar em muitas pessoas, mas não tente ser como elas.
2- Descubra-se no que a moda tem a oferecer em vez de ficar tentando ser o que a moda determina.
3- Na hora comprar peças novas para seu armário, a única companhia que você deve levar é a sua intuição. Às vezes, levando uma amiga, ela nem sempre vai dizer a verdade para não te magoar, mas se for aquela que fala na lata tudo, ok!
4- Naturalmente, seu estilo vai mudar com o passar do tempo. O que não significa que você esteja trocando de personalidade. Você estará apenas evoluindo.
5- Use a roupa para combater sensações ruins: peças fluidas contra o cansaço, salto contra o baixo-astral, cores para combater a tristeza.
6- Individualize-se: tenha seu corte de cabelo, seu perfume, sua forma própria de combater a tristeza.
7- Moda é uma porta para liberdade: use-a. Ter estilo não significa vestir-se sempre da mesma forma.
8- Quando todo mundo estiver pensando de um jeito, experimente pensar de outro. É uma dica de estilo e tanto
9- Não use a moda para parecer outra pessoa e sim, para gostar mais de quem você é.
10- Sorria! Você está sempre aprendendo.
Mas o que realmente não deve faltar na sua bolsa são boas histórias para contar!
Se fosse no sentido literal do que levar na bolsa, tem coragem de postar nos comentários o que você tem na bolsa?

03 dezembro 2017

[RESENHA] PENSE COMO UM ARTISTA



AUTORAS: Will Gompertz
EDITORA: Zahar
PÁGINAS:213

Somos todos artistas, mas, uns aproveitam esse dom, outros não. Pensando em muitas questões em torno da criatividade, Will Gompertz faz uma imersão no universo das mentes mais talentosas e criativas que o mundo já viu.

Em "Pense como um artista”, o autor nos leva para o imaginário de grandes nomes como Andy Warhol, Pablo Picasso, Da Vinci, Van Gogh entre outros.  É possível fazer uma viagem nas histórias e no processo criativo de cada um.

A criatividade se relaciona intimamente com a coragem e com a autoconfiança. Os Beatles convenceram a si próprios, e depois o mundo, de que eram músicos. Os artistas não pedem permissão para pintar, escrever, atuar ou cantar, simplesmente vão lá e fazem. Com a experiência vivida no teatro, cinema, editoras, e, sempre em busca de conhecimento, Will se debruça em analises profundas acerca do comportamento da ‘elite criativa’ e na forma como é acionada a imaginação como ferramenta produtiva.

Como já é clichê falar da Era Digital, e, principalmente, sobre como ele sobrecarrega nosso tempo com notificações o tempo todo, o autor afirma que é através dessa Era que teremos chance de atingir mais satisfação através da criatividade. Pois Will acredita que haverá mais pessoas criativas no futuro por conta da revolução digital visto que o acesso à informação ficou mais fácil.


O livro traz um despertar para vários braços da arte, inclusive para a publicidade. Como publicitária, eu entendi a importância dos impulsos, que normalmente soam como algo negativo, mas que devem ser encarados como algo fundamental para os artistas em geral. Vejamos um trecho da história do pai da publicidade David Ogilvy que começou sua agencia sem Know-hall, e que mais tarde, passou a administrar contas de grandes anunciantes como Roll-Royce, Guiness, American express, IBM, Shell, entre muitas outras, mas, para chegar onde chegou, ele contou muitos com seus impulsos.  Em sua biografia ele conta que largou a faculdade para trabalhar pesado, mesmo ganhando mal, em troca de experiências, e, foi o longo tempo na cozinha francesa com George Gallup e os Amish que ele descobriu a publicidade, desde então passou a pensar como um artista.

Ao longo da sua carreira como publicitário, Ogilvy encoraja os iniciantes, dizendo que os artistas fracassam, mas apenas de forma superficial, de que nem tudo que tentamos fazer resulta do modo como esperávamos. Mas essas situações não constituem verdadeiro fracassos, já que por meio da persistência e da dedicação alcançaremos um ponto de clareza.

Como falei anteriormente, que arte e coragem caminham juntas, a obra permeia esse conhecimento com exemplos de grandes nomes, como o de Michelangelo,  quando em 1508 foi chamado pelo Papa Julio II para pintar o teto da Capela Sistina. O artista foi tomado pelo sentimento de insegurança. Aterrorizado e com medo de falhar e de jogar no lixo toda sua reputação como um dos mais brilhantes artistas locais, ele não aceitou imediatamente, visto que já tinha recusado outro trabalho do papa. Mesmo não se sentindo qualificado para o realizar o trabalho, ele não tinha muita escolha. Entretanto, recebeu um encorajamento do Papa lhe dizendo para pintar o que quisesse. Então decidiu: “Se a encomenda estava destinada a ser vista como um fracasso, era melhor que fracassasse de modo espetacular”.

O que podemos entender sobre o causo de Michelangelo é que, a criatividade não existe de maneira isolada, precisa de um ambiente acolhedor onde possa florescer, e muitas vezes, isso significa ter um patrono ou um incentivador que irá proteger, possibilitar, persuadir e instruir, não haveria teto da Capela Sistina para o deleite dos visitantes, se não fosse pela persistência obstinada do Papa Julio II e pela confiança no trabalho de Michelangelo.

A realidade é que toda obra de arte deve ser viável comercialmente. Empresários identificam novas aberturas de mercado, e os artistas modificam seus modos de expressão para refletir uma nova era. Mesmo artistas muito ousados para quebrar regras e ir na contra mão do sistema, às vezes precisa de ajuda para vender seus trabalhos e torna-los famoso. Gompertz provoca um certo desconforto quando puxa o leitor para a realidade, ainda mais, quando disse que até Michelangelo teve medo de fazer o que sempre fez com excelência. 

Para artistas que passam constantemente por bloqueio criativo, há esperança. Pois até esses grandes artistas já hibernaram. A obra não traz dicas e nem conselhos que vão salvar um possível "fim de carreira". Eu imaginava que o livro fosse um manual para desbloqueio criativo, porém tem algumas sacadas interessantes, mas é o artista-leitor quem tem que se salvar, ainda mais, quando acessa a história de outros.

Estamos sempre esperando um insight para aquele projeto que não sai do papel, uma hora vem. É possível extrair desse livro uma dica de ouro: A porta para criatividade se abre através de perguntas e respostas. Pois Sócrates (470-399 a.C) desenvolveu um estilo de indagação aberta, que iria expor as fraquezas das suposições e incentivar as mentes a operar com maior capacidade intelectual e criativa. O método socrático, baseia-se em não pressupor nada e questionar tudo em busca de verdades absolutas. Afirmou o filósofo: “a vida não examinada não vale a pena ser vivida”, ele bem sabia que quanto mais questionamos, mais percebemos que há repostas concretas. Portanto de forma sucinta eternizou essa frase: “Só sei que nada sei”.


28 novembro 2017

[RESENHA] O Poder dos Inquietos

"Assuma o controle da própria vida e algo terrível acontece: você não tem mais a quem culpar."  - Érica Jong



TÍTULO: O Poder dos Inquietos
AUTOR: Chris Guillebeau
EDITORA: Saraiva
PÁGINAS:208

O poder dos inquietos" é indicado para empreendedores que estão em busca de capacitação. É plenamente voltado para quem não consegue viver sem perspectivas; sem novidades; sem ideias.

Chris Guilllebeau é bastante consistente em seu discurso, ele consegue compactar seu conhecimento sobre empreendedorismo com maestria. E, de cara, já começa a obra assim: "À Medida que você avança em sua jornada, encontrará uma grande variedade de pessoas. Ao longo do caminho, algumas o ajudarão, enquanto outras farão de tudo para impedir que tenha sucesso."

Como uma pessoa inquieta que eu sou, comprei o livro pela capa, e, definitivamente, não me decepcionei. O autor vai dando uma alfinetada nos sonhadores de plantão, que querem se realizar, mas, se conformam com o que ganham e não fazem nada para mudar.


O livro é dividido em três partes:


A primeira, o autor fala sobre sua vida e sobre como se tornou um empreendedor. Sua inquietude o levou para dar volta ao mundo, foi voluntário na África apenas para ganhar experiências. Hoje vive de escrever livros e dar palestras. É uma pessoa com muita bagagem, literalmente, e, conta todas as suas peripécias nessa obra.
A segunda parte, Chris fala sobre como uma pessoa pode revolucionar seu trabalho, sair da ‘zona de conforto’. Muitas das vezes, o autor 'viaja na maionese', pois não é todo mortal que pode viver loucamente pelo mundo como ‘freela’. É preciso ter coragem, muito além disso, um propósito de vida. Mas ele provoca mesmo assim! 

Essa segunda parte é uma das mais interessantes, ele faz uma abordagem detalhada sobre liderança. É possível entender bem sobre a importância de se construir um pequeno exército e como influenciá-lo. Vou colocar aqui um passo-a-passo bem resumido:

Passo 1 –Recrute seu pequeno exército – Escolha a plataforma de comunicação; explique o motivo; seja receptivo;

Passo 2- Treine e recompense seu exército – Descubra o que motiva seus seguidores; recompense de forma simples, mas eficiente;

Passo 3 – Peça ajuda ao seu exército – Mobilize-os para ajudá-lo a se conectar com outras pessoas; proporcione a eles apoio financeiro; Envolva-os com seu negócio; una-se à causa; Cumpra as promessas que fez para não perder a credibilidade;

O novo empreendedor, que se aventura em ler esse livro buscando inspiração, é forçado a tomar algumas decisões importantes, principalmente, quando tem que relacionar dois pontos de partida. Como por exemplo, analisar as principais características de bons e maus negócios, baseadas nos estudos que o autor apresenta, descontruindo conceitos sólidos existentes sobre sistemas de franquia.

Além disso, polemiza quando afirma que é melhor investir em um blog do que em uma pós-graduação. Leia essa parte com muita atenção. É preciso filtrar as afirmações, bem como analisar o que se adéqua a realidade de cada um.

Chris Guillebeau dar algumas dicas sobre administração financeira pessoal e deixa alguns lembretes aos investidores de plantão:
  • Dinheiro e felicidade se correlacionam até certo ponto, mas não muito depois desse ponto.
  • O seu comportamento em relação ao dinheiro deve se alinhar aos seus valores.
  • Pense em "investir em si mesmo" gastando mais em experiências de vida do que em coisas.
  •  Um bom programa de investimento também inclui investir nos outros. Não é uma questão de culpa, mas de gratidão.
A última parte da obra é exaltando sua decisão em juntar trabalho e aventura – o sonho de consumo de qualquer um. O autor entra em uma área avessa -  quase inexplorada pela maioria das pessoas. Fala sobre conceitos de simplicidade, reducionismo e minimalismo. Chama isso de convergência – estado no qual todos os elementos da nossa vida estão em alinhamento. Para Chris, atingir a convergência entre duas atividades distintas é necessário livrar-se de tarefas, obrigações e expectativa, e, acolher uma ampla variedade que enriquecem nossa vida. Há vários exemplos sobre isso.

A obra tem um desfecho menos acelerado, já que no decorrer do livro sentimos a mesma adrenalina do autor, que nos leva para suas viagens, causando um certo desconforto, pois é distante demais da realidade, parece até livro de ficção. Um paradoxo!

Ele explica sobre o legado que todo mundo precisa construir. Usa exemplos de autores consagrados para fazer o leitor entender melhor sua proposta. Veja o que diz Stephen Covey:

“Certas coisas são fundamentais para a realização do ser humano. A essência dessas necessidades foi capturada na expressão “viver, amar, aprender e deixar um legado”. A necessidade de deixar um legado é nossa necessidade espiritual de ter um senso de propósito, congruência pessoal e contribuição para o mundo.”

O que se aprende com esse livro é que, de fato, somos responsáveis pelo nosso futuro, e que, não devemos nos conformar com mesmices. Não basta sonhar! As pessoas só progridem quando se levantam e procuram as circunstâncias que desejam e, se não conseguirem encontrá-las, as criam! 

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